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Regulamento: DA COMUNIDADE ESCRITA EM CONTROVERSA

  REGULAMENTO DA COMUNIDADE ESCRITA EM CONTROVERSA 01 -  A promoção está aberta até o centésimo bilhete 02 - O sorteio acontecerá em até 10 dia corridos quando o último bilhete for vendido 03 - Para adquirir o bilhete você precisa entrar em contato comigo pelo substack 04 - Estar assinando o material de forma paga seja na modalidade mensal, anual, entre outras é um requisito, para a construção da nossa comunidade. 05 - Todo bilhete será personalizado e feito por mim, cada pessoa deve entrar em contato comigo pra adquirir o bilhete. 06 -  As notificações de vendas e quantidades disponíveis serão feitas pelo susbstack. 07 -  A simplicidade desse regulamento foi pensada para facilitar a interação, mas qualquer dúvida pode ser tirada diretamente comigo pelo substack.

Crônica Literária: todos vendem um pouco a alma.



 
    Alguns vão te falar que é sobre atitude, outros sobre talentos e outros sobre privilégios. Porém, muitos acreditam — ou vão acreditar — que você está colocando sua alma em jogo. E aonde está o livre-arbítrio de cada um? Ou a vontade de ser menos miserável? Quem colocaria sua alma a prêmio? Mas qual? Quanto? Quais os termos? O quão livre ou presa você está? O preço é fazer o diabo vender a alma para você e não o contrário, sua alma é valiosa o suficiente para reinar.
    Ao mesmo tempo que muito se discutem o preço de viver e o estar acorrentado a uma dinâmica social muito voltada ao ouro e à prata, à exclusão e à luta pela sobrevivência, a pergunta chave deste texto é: para quem é o sonhar? Será que ele é para todos? E sempre reforçando o quanto essas dinâmicas nos adoecem, levamos em conta que, para sobreviver, de alguma forma esse dinheiro vai movimentar todas as engrenagens para o que você considera necessidade. A todos que reforçam a ferramenta, estamos, sim, "vendendo nossa alma um pouquinho", e às vezes, de pouco em pouco, isso pode tomar uma expansão gigantesca.
    Seja por motivos bons ou ruins, penso, sim, que o meio justifica o fim resultado; e que isso está além de uma pequena crônica ou publicação. Como uma afirmação, por exemplo, de que "tudo é nebuloso até clarear", então podemos entender dessa forma: o processo tem que valer a pena, pois nem sempre é sobre a alma, mas sobre a sua consciência. Será que ela vai permanecer e expandir ou apenas se reduzir e se esvaziar?
    A vida é uma experiência material que realmente é intensa e deve ser aproveitada, mas não devemos nos apegar a nada, nem à matéria, mas sim à nossa consciência. Pois é ela que vai elevar nossa vibração, e tudo na sua vida será direcionado a partir disso. Então, inconscientemente ou conscientemente, estamos reforçando cada vez mais o que vivemos. Temos medo de simplesmente parar de alimentar o narcocapitalismo, nem ao menos vamos desistir da nossa sensação de privilégio, que pode ser ferida por qualquer uso do sistema.
    Algumas pessoas como eu são mais pontuais em irem direto na sua alma, pois o resultado de tudo no final será esse caminho ou o final. Temos tanto medo assim? De viver experiências? De que elas, ao mesmo tempo, acabem? Eu sei que tudo tem um fim e eu não levarei nada, apenas deixarei tudo para trás.
    Mas, aparentemente, ninguém parece ver além do óbvio, do esperado e da hipocrisia em um mundo onde todo mundo está dando o seu melhor. A pergunta que fica é: o que temos a oferecer? Eu decidi oferecer o melhor de mim, e não deixar ninguém nunca mais me machucar. Decidi fazer um trabalho além.
    (...) Dedicado, delicado, dividido. Eu realmente coloquei minha alma nisso. Minha essência, nesse mundo. Eu decidi ter coisas, mas eu decidi estar aqui despida em palavras, sem mais medo e com toda a paciência necessária para edificar aquilo que eu mesma me pontuei como importante para meu destino e meu caminhar.
    Essa andança entre lares, bares e ruas em busca do que eu almejo vai acontecer, e nada pode parar aquilo que está em minha alma e em meu caminho. Tudo o que é meu chegará, e a abundância existe para aqueles que se propõem e acreditam em um estado de consciência, e cocriarão perante o divino. Isso é o que eu tiro do desenvolvimento e maturação de um limiar que não pode ser contido e apenas deve continuar.
    (...) Então, quando olhamos para nós, para nossos propósitos e contratos aos quais estamos realmente nos disponibilizando — e nos deixando passar —, em um mundo que fala de acessos e mesmo assim dificulta o contato, devemos ter em mente que vamos nos quebrar batendo contra essa parede, e que esse peso na verdade ele tem e deve ser leve.
    E é nesse momento que realmente encontramos um impasse, uma estagnação de ser e consciência; mas devemos ser aqueles que encaram a nossa própria escuridão e trazem luz e carinho aonde ninguém quis tocar ou encostar. Devemos aprender a ser nosso próprio milagre, pois, se não, nada acontece a partir disso. E, dessa maneira intrigante, eu me despeço em saudação, em celebração, júbilo e lágrimas da minha própria tomada de consciência, fechando o mês com essa crônica demasiadamente interna e corajosa.

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